NO JAPÃO 1.
COMUNIDADE BRASILEIRA Portanto, com o aumento de brasileiros no Japão,
algumas “comunidades brasileiras” começaram a se
formar e, agora, cada vez mais os brasileiros podem se sentir em casa,
uma vez que, já podem encontrar produtos brasileiros em lojas
especializadas. Além de se encontrar, serviços como bancos,
escolas, lojas, igrejas, discotecas, entre outros. Os empregos para
os brasileiros agora se estendem das fábricas até pequenos
comércios. Desta maneira, os brasileiros deixaram de ir ao Japão
somente para ganhar dinheiro, mas também em busca de uma melhor
qualidade de vida. A comunidade brasileira tornou-se, então,
a terceira maior comunidade estrangeira no Japão, contando com
aproximadamente 270.000 brasileiros em solo japonês. Este alto
número de brasileiros em território japonês fez
com que os dois governos, brasileiro e japonês, começassem
a desenvolver planos para melhor adaptação de brasileiros
à sociedade japonesa, integrando-a no campo social e educacional. A pessoa pode enviar dinheiro à sua família aqui no Brasil, através de bancos que também tem uma sede no Japão, ou através de contas abertas nos correios ou, ainda, através de contas abertas em bancos japoneses. Nos pontos de encontro da comunidade brasileira existe a oferta de serviços para remessa de dinheiro para quem não tem tempo de ir ao banco durante a semana. Em relação aos bancos, é grande o número de bancos brasileiros, mas é necessário também ter uma conta em um banco japonês, onde o salário será depositado. Neste caso para o brasileiro enviar dinheiro para sua família basta fazer uma transferência da conta indicada pela empreiteira, para uma conta de banco brasileiro (Banespa ou Banco do Brasil) no Japão e deste para a agência aqui no Brasil. Deve-se lembrar que os caixas automáticos no Japão não são 24 horas como no Brasil. O horário do expediente bancário, diferente do Brasil, é das 9h às 15h, estando fechados nos fins de semana e feriados nacionais. Telefones dos
bancos no Japão: Ao tomar a decisão de ir para o Japão é preciso levar em consideração o tempo de permanência, principalmente, para o casal que já possuem filhos em idade escolar. Ao se optar em permanecer bastante tempo no Japão o casal pode optar por matricular seu filho em uma escola japonesa mesmo, uma vez que, o ano letivo japonês vai de abril a março. Se o tempo de permanência for pequeno pode-se matricular a criança em uma escola para brasileiros. Existem cerca de 60 escolas privadas no Japão que atendem brasileiros, sendo que, apenas 37 possuem credenciamento junto ao Ministério da Educação. Na hora de matricular a criança é importante levar em consideração este reconhecimento porque em o casal retornando ao Brasil, a criança só poderá continuar os estudos do período que parou, se os pais possuírem uma documentação reconhecida aqui, por um órgão de educação do Brasil. Caso os pais não possuam a documentação, a criança será submetida a uma avaliação e classificação em uma escola de educação básica para determinar o ano que ela poderá cursar. Em 2000, foi criado a Associação
das Escolas para Brasileiros no Japão que assumiu a função
de cadastrar todas as escolas no MEC. O Conselho Nacional de Educação,
por sua vez, estabelece algumas normas para a abertura e funcionamento
dessas escolas, que incluem uma autorização do governo
japonês, uma proposta pedagógica igual ao modelo da Lei
de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e a formação
do professor. Primeiramente, para os brasileiros descendentes de japoneses poderem trabalhar no Japão, tem de obter um visto específico que lhes garante um prazo maior de permanência em território japonês. A maioria dos empregos no Japão para brasileiros está centrada nas fábricas, podendo variar de montagem de autopeças até verificação de celulares. De acordo com os costumes japoneses é muito importante o cumprimento de regras, como a existência de locais específicos para fumar e a não tolerância a atrasos e faltas injustificadas. O ritmo de trabalho nas fábricas japoneses é muito rápido e, em geral, as mulheres ganham menos que os homens, sendo elas destinadas a trabalhos relacionados a peças pequenas. Devido à tradição japonesa, na hora da entrevista não é aconselhado o uso de brincos, anéis ou cabelos compridos para os homens e nem saias curtas e blusas muito decotadas para as mulheres. Para se tentar obter uma boa colocação no Japão é necessário procurar a aprender o máximo possível da língua. Pode-se tentar também tirar uma carteira de motorista japonesa, neste caso, a pessoa deverá fazer um exame teórico, que pode ser em português e um exame prático já que no Japão se pratica a mão-inglesa. Lembrando que para funções específicas a remuneração é melhor, portanto, é melhor que se tenha algum conhecimento técnico. A jornada de trabalho no Japão
é de 40 horas semanais, vigentes por lei. Contudo é possível
fazer horas extras ou quando necessário trabalhar em seus dias
de folgas ou em plantão. Em havendo problemas no trabalho ou
necessidade de comunicação de demissão, dirija-se
diretamente às empreiteiras, uma vez que elas é que fazem
o intermédio entre o empregado e a fábrica. Pode-se adquirir uma linha de telefone residencial através do telefone 116 ou através do site da companhia NTT (www.ntt-east.co.jp) ou alugar uma linha telefônica por um valor de aproximadamente 3 mil ienes por mês, fora custo de pulsos. Há uma outra opção que é a utilização de orelhões, que aceitam cartões moedas ou ambos. Nas lojas de produtos brasileiros são vendidos cartões de ligações internacionais que possibilitam ao usuário controlar os seus gastos. Há a opção da utilização de celulares, que, como no Brasil, podem ser pré-pagos ou pós-pagos. Alguns telefones úteis no Japão: Assistência
Médica e Hospitais: Serviço
de Assessoria e informação para trabalhadores Nikkeis O correio japonês também pode ser utilizado como agência bancária e podem até fazer remessa de dinheiro. Muitas pessoas preferem ter contas nos correios, uma vez que, elas podem ser encontradas em quase todos os lugares. O horário de funcionamento das principais agências, em geral, é das 9h às 19h no dias de semana e das 9h às 17h nos sábados e aos domingos das 9h às 12h30. As agências menores abrem das 9h às 17h nos dias de semana e aos sábados das 9h às 12h30. Para postagem de cartas internacionais
é aconselhável a procurar as agências maiores. Em
a postagem sendo urgente informar ao atendente do balcão dos
correios e em extrema urgência dirigir-se ao Tokyo Central Post
Office ou do Tokyo International Post Office no aeroporto de Narita.
Postagens utilizando caixas podem demorar um pouco mais para chegar
ao destino final e podem ser enviadas através de postagem aérea,
marítima e aérea ou marítima. Todas as tarifas
de postagem variam conforme o peso, localidade e o tamanho do pacote. Diferente do Brasil, no Japão,
tem-se o costume de separar o lixo e cada tipo de lixo tem um dia específico
para ser recolhido. Deve-se separar o lixo em: Quando um estrangeiro quer alugar uma residência por conta própria, geralmente, é solicitado o valor equivalente de dois a cinco meses de aluguel adiantado. Por isso, é melhor dar preferência a indicação de moradia da empreiteira. Há uma outra opção de moradia, que são os imóveis públicos, contudo, devido a grande procura, a seleção é criteriosa, iniciando-se por critérios socioeconômicos e, por último, por sorteio. As despesas adicionais incluem água, luz e gás (que é encanado). É importante lembrar, que ao
entrar em uma residência, deve-se tirar seus sapatos e trocá-los
por chinelos, em não havendo chinelos, deve-se permanecer de
meias. Este ato está relacionado à não contaminar
o ambiente interno com a poluição das ruas, portanto,
certifique-se que seu sapato permaneça na parte inferior do piso. No Japão é muito freqüente a incidência de terremotos, tufões ou erupções vulcânicas. Em caso de terremotos algumas precauções devem ser tomadas, como por exemplo, evitando deixar objetos perigosos nas beiradas da mesa ou dos armários. Se possível, parafuse seus armários nas paredes, deixe sempre seu calçado perto para não se cortar com possíveis estilhaços de vidros. Ao pressentir o tremor não corra para rua, objetos pesados podem cair sobre você, procure se proteger embaixo de uma mesa ou alguma mobília resistente, se estiver em um prédio antigo abra as portas para que estas não fiquem travadas. Em caso de tufões fique em sua
residência, mas, em geral, não causam maiores danos. Os
vulcões que ainda estão ativos no Japão ficam isolados
por uma cerca, contudo, fumaças tóxicas podem aparecer
ocasionalmente, por isso, deve-se ficar atento. O mais completo sistema de transporte do mundo está localizado no Japão, contando com ônibus, trens e metrôs que obedecem rigorosamente aos horários. Ao utilizar o metrô e trem não jogue fora seu bilhete de embarque, pois, o mesmo será solicitado na sua saída da estação. Os trens que fazem percursos ligando grandes cidades levam letreiros em japonês e inglês, contudo os trens locais, principalmente de áreas rurais não possuem letreiros traduzidos, mas os funcionários tentam auxiliar o estrangeiro da melhor maneira possível. O metrô é utilizado para se locomover dentro de grandes cidades, em havendo, duas empresas operando o sistema de metrôs, e, por sua vez, havendo necessidade de uma baldeação, a pessoa deverá pagar duas passagens. O horário de funcionamento geralmente é das 5h às 0h30. Os bilhetes são vendidos em máquinas automáticas que também podem possuir menus em inglês. Os trens-balas são utilizados para percorrer um caminho entre uma cidade e outra a uma velocidade de até 300 km/h. Entre Tokyo e Osaka existe três classes de trem super-expresso, expresso e semi-expresso, quanto mais rápido o trem maior o valor da passagem. Os ônibus municipais muitas vezes estão localizados próximos às estações de trens. Há dois tipos de embarque: o embarque com valor único que se paga diretamente ao motorista, neste caso, entre pela porta da frente e em pequenas cidades entra-se pela porta do meio ou de trás, retira-se uma etiqueta e se paga pela distância percorrida. Dentro dos ônibus, como nos metrôs e trens uma gravação anuncia o nome das paradas, quando chegar à parada desejada aperte o botão. Para utilização dos ferry-boats,
os bilhetes devem ser comprados nos terminais de balsas, contudo, hoje
em dia os barcos estão se tornando mais uma atração
para turistas do que um meio de transporte. Procure evitar táxis
que não levem uma placa vermelha, pois não são
licenciados. Não dirija no Japão sem uma carteira de motorista japonesa, mesmo que a pessoa já tenha uma carteira de motorista brasileira. Para tirar uma carteira de motorista do Japão é necessário ser aprovado nas provas de prova de aptidão, prova de conhecimentos de leis de trânsito e prova de direção. É melhor enfrentar uma auto-escola, onde os cursos têm a duração de 1 ou 2 meses, as aulas são ministradas em japonês, onde a pessoa irá dirigir em diferentes tipos de pista. Em sendo aprovado a carteira terá a duração de 3 anos. No Centro de Habilitação para Motoristas (Unten Menkyo Shikenjo) é possível fazer a transferência da Carteira de Habilitação Brasileira para a Japonesa, contudo, a pessoa tem estar de possa de CNH a pelo menos três meses, caso contrário ela não poderá entrar com o pedido de transferência. Os documentos
necessários são: O endereço do Centro de Habilitação
para Motoristas da província de Kyoto: Kyoto-shi, Fushimi-ku
Hatsukashi Furukawa-cho, 647. O telefone é (075) 631-5181. O
horário de atendimento é de segunda a sexta das 8h30 às
10h00 e das 13h00 às 14h00. O Japão é um arquipélago
dividido em 8 regiões e estas são divididas em 47 províncias.
Contudo, 43 recebem a denominação ken (província,
propriamente dita), Tokyo é a prefeitura metropolitana (a denominação
é to), Osaka e Kyoto são províncias urbanas, por
isso, recebem a denominação fu e Hokkaido é um
distrito. Cada província é governada de maneira independente
por um governo central, que geralmente, está localizado na maior
centro urbano. O arquipélago japonês é formado por
quatro ilhas principais, a maior delas é Honshu, seguida de Hokkaido,
Kyushu e a menor é Shikoku. Tokyo está localizado na ilha
de Honshu. A sociedade japonesa, por mais moderna que seja ainda preserva a etiqueta, mesmo que hoje ela seja menos rigorosa que há alguns anos atrás. Por isso, é muito importante para os brasileiros aprender e entender alguns dos principais costumes japoneses, evitando, desta maneira, qualquer tipo de desagrado ou ofensa a um nativo. O cumprimento é uma das maiores provas de boa educação. É muito importante cumprimentar seus colegas de trabalho ou seus superiores na fábrica pela manhã ou e locais públicos, como hotéis, restaurantes, lojas, mesmo que seu cumprimento seja ignorado. Se o cumprimento for correspondido com um sorriso e você pode ou não fazer uma reverência. Lembre-se que no Japão existe uma hierarquia e muito respeito aos mais velhos. O brasileiro, sendo um estrangeiro, está colocado na parte mais baixa da hierarquia, devendo, portanto, respeito aos demais companheiros de trabalho. O respeito aos mais velhos não se limita somente aos avós, pais ou outras pessoas de mais idade e, sim, a qualquer pessoa mais velha, inclusive um, dois anos ou mais que a pessoa. Os japoneses têm o costume, em encontros comerciais, de entregar um cartão de visita. Não se deve guardar o cartão diretamente no bolso, primeiro, deve-se segurar o cartão com as duas mãos, fazer uma breve reverência, lê-lo e, então, em seguida guardá-lo. Os modos à mesa também são muito observados. Procure não espetar o hashi na tigela de arroz, evite gesticular enquanto segura o hashi, não toque a comida do prato comum se não vai pegá-la. Evite lamber o hashi. Facas e garfos são utilizados mas somente para comidas ocidentais e as colheres são utilizadas para comer certos tipos de alimentos. A geração mais velha não vê com bons olhos quem come em trânsito, mas se a viagem for longa, então, tudo bem. Os japoneses são bastante tolerantes com cigarros, contudo, atenção a sinalização em locais fechados, como fábricas, que possuem locais certos para fumar. Procure não assoar o nariz em público e, em estando resfriado, utilize uma máscara de gaze, como postura de boa educação, para evitar o contagio de outras pessoas. No trabalho, ao sair, peça licença. Na tradição japonesa não há o costume de se fazer visitas em casa, contudo, em recebendo um convite não o recuse, pois é, falta de educação e ao visitar a pessoa leve uma lembracinha ou alimentos. Evite falar em telefones celulares em locais fechados como trens, metrôs, ônibus, hospitais ou outros lugares. Atenção à linguagem corporal, alguns atos podem ser considerados rudes, como por exemplo, ao se sentar no chão não estique as pernas, apontar é falta de educação. As mulheres, por sua vez, devem sentar com as pernas para o lado. No Japão não se cumprimenta
as pessoas com beijos no rosto, nem abraços. Evite beijar seu
companheiro em público, isso não é bem visto aos
olhos nipônicos. Retire seus sapatos ao entrar na casa, colocando
chinelos ou andando de meias. Nunca entre com os calçados da
rua para dentro de casa, eles vêem este ato como contaminação
do ambiente interno e é extremamente falta de educação. Consultas médicas no Japão são muito caras. Portanto, procure assinar um seguro de saúde, sendo que, o preço pode variar de uma cidade para outra. O brasileiro poderá se inscrever diretamente na prefeitura da cidade em que reside, procurando a seção de seguro nacional. Com este seguro é possível conseguir um abatimento de até 70% do valor das consultas, exceção tratamento estético, mas se o seguro não estiver em dia será cobrado o valor integral. Há também a opção
do seguro da empresa, onde o empregador assina o seguro para o funcionário,
a empresa paga metade e a outra metade são descontadas em folha
de pagamento. É recomendado que, em havendo, necessidade de uma
consulta médica, ir acompanhado de uma pessoa fluente no idioma
japonês. O seguro saúde não cobre despesas de gestação. Em caso de emergências o telefone
é 119, devendo, então, informar o motivo da ligação
e o local da ocorrência. Por exemplo: Osan desu (parto), shukketsu
desu (hemorragia), kossetsu desu (fratura), yakedo desu (queimadura),
mune ga kurushii desu (dor no peito), keiren desu (convulsão),
ishiki fumei desu (está inconsciente). Algumas das datas comemorativas no
Japão são muito parecidas com as datas do ocidente, outras,
porém, são muito diferentes. Atenção às
datas para respeitar as diferenças entre culturas: |